RESUMO DO ARTIGO
Riscos operacionais envolvem falhas em processos, pessoas, sistemas ou controles internos que afetam a continuidade e a eficiência das operações. Podem gerar perdas financeiras, impactos legais e danos à reputação, exigindo monitoramento constante, padronização de rotinas e estratégias preventivas para reduzir vulnerabilidades.
Mitigar riscos operacionais deixará de ser apenas uma questão de controle para se tornar um desafio de orquestração.
Processos fragmentados, decisões manuais e falta de rastreabilidade criam brechas que impactam diretamente a conformidade, a eficiência e a confiança nos negócios.
Neste artigo, explicaremos a definição técnica das falhas sistêmicas e humanas, os métodos mais eficazes para a identificação de vulnerabilidades e como a tecnologia de orquestração unificada protege a sua empresa. Além disso, abordaremos como estruturar planos de controle que entregam valor real. Saiba mais a seguir.
O que são riscos operacionais?
A definição de risco operacional engloba possíveis perdas resultantes de falhas, deficiências ou inadequações em processos internos, pessoas e sistemas, ou mesmo de eventos externos.
Diferentemente de ameaças puramente financeiras, eles estão ligados à execução prática e à infraestrutura que sustenta a operação diária.
Na prática, riscos operacionais surgem quando a execução não acompanha a estratégia. Cada exceção tratada fora do fluxo, cada validação feita manualmente ou cada decisão sem registro cria pontos cegos que dificultam o controle e ampliam a exposição ao risco.
Para uma gestão eficiente, o ponto de partida é compreender esses riscos para garantir que a estratégia da organização não seja interrompida por gargalos evitáveis, desde o erro humano em uma planilha isolada até a falta de visibilidade em fluxos de trabalho fragmentados.
Quais são os tipos de riscos operacionais?
Os tipos de riscos operacionais são geralmente divididos em 4 vertentes que podem comprometer a estabilidade do negócio:
- Pessoas: envolve erros humanos acidentais, fraudes internas deliberadas ou a falta de treinamento adequado para operar os sistemas críticos da companhia;
- Processos internos: refere-se a falhas no desenho de fluxos de trabalho, falta de padronização, gargalos de aprovação, ausência de rastreabilidade e dependência de e-mails, planilhas ou sistemas desconectados;
- Sistemas: inclui a indisponibilidade de ferramentas, falhas de segurança digital, vulnerabilidades em integrações e a falta de escalabilidade técnica;
- Eventos externos: compreende as mudanças regulatórias abruptas, crises em fornecedores, desastres naturais ou ataques cibernéticos em larga escala.
Caso de uso prático: setor de serviços financeiros
Vamos considerar um exemplo ilustrativo no setor de serviços financeiros. Imagine que uma equipe precise validar centenas de novos parceiros semanalmente. Sem uma orquestração centralizada, a verificação manual de certidões e históricos de CNPJs criaria gargalos e aumentaria o risco de erros humanos.
Nesse caso, com a Risk AI Suite do Pipefy, Agentes de IA, operando sob regras de negócio e governança definidas, realizariam essas consultas em múltiplas fontes de dados em segundos, gerando um Trust Score consolidado para apoiar a decisão humana.
Isso permite que a empresa reduza o tempo de resposta e garanta a conformidade regulatória com resultados mensuráveis em dias, não em meses, além de manter a participação humana (“human in the loop”) para validação e tomada de decisão final.
Qual é a diferença entre risco operacional, risco de mercado e risco de crédito?
A distinção entre esses conceitos ajuda a estruturar melhor os riscos e controles internos.
Enquanto o risco de crédito foca na inadimplência e o risco de mercado lida com flutuações de preços e juros, o operacional é intrínseco ao funcionamento da própria empresa.
Ele não depende necessariamente de fatores econômicos externos, mas sim da qualidade da orquestração dos seus processos e sistemas. Por isso, sua mitigação exige uma camada de orquestração e automação que conecte processos, sistemas e pessoas em tempo real, como o Pipefy.
Por que a gestão de riscos operacionais é importante para uma empresa?
A atenção aos controles operacionais pode evitar prejuízos significativos. De acordo com dados da consultoria Grant Thornton, em 94% dos casos, as fraudes são geradas por oportunidades criadas por lacunas nos sistemas de controle das companhias.
Conforme a pesquisa, além do impacto financeiro — 46% das empresas relatam perdas superiores a R$ 500 mil decorrentes dessas falhas —, a gestão de riscos operacionais madura preserva a reputação da marca e garante a conformidade com regulações, como a LGPD.
Essas lacunas surgem, em grande parte, quando controles dependem de execução manual ou de sistemas que não conversam entre si.
Organizações que priorizam a resiliência operacional conseguem se recuperar de crises com mais rapidez, transformando a governança em uma vantagem competitiva.
Como posso identificar os riscos operacionais no meu negócio?
A identificação eficaz exige uma análise de onde o valor é gerado e onde ele pode ser perdido. Práticas como auditorias de processos e conversas com as lideranças operacionais são caminhos recomendados para mapear vulnerabilidades.
Um dos exemplos de risco operacional mais frequentes é a dependência excessiva de e-mails e planilhas para a gestão de informações sensíveis, o que prejudica a visibilidade e a segurança.
Para visualizar essas ameaças, as empresas costumam utilizar a matriz de risco operacional, como no modelo abaixo:
| Categoria do Risco | Probabilidade | Impacto Financeiro | Nível de Prioridade |
| Erro em faturamento manual | Alta | Médio | Elevado |
| Falha de acesso ao sistema | Média | Médio | Moderado |
| Inconsistência em onboarding | Média | Alto | Crítico |
| Fraude em dados de parceiros | Baixa | Muito Alto | Crítico |
Descubra como a Risk AI Suite do Pipefy garante governança, compliance e automação ao longo de toda a jornada de risco

Quais são as etapas de um processo de gestão de riscos operacionais?
É fundamental que a estratégia de proteção seja cíclica e integrada à rotina da organização.
Entre as principais etapas de um processo de gestão de riscos operacionais, podemos destacar:
- Identificação: mapeamento de todos os pontos de vulnerabilidade nos fluxos atuais da sua empresa;
- Avaliação: mensuração da probabilidade de ocorrência e do impacto de cada evento identificado;
- Mitigação: implementação de controles, automações inteligentes e políticas de segurança para reduzir a exposição;
- Monitoramento: acompanhamento contínuo via dashboards de visibilidade 360º para detectar desvios em tempo real.

3 metodologias para gerenciar riscos operacionais
Existem abordagens que ajudam a estruturar a defesa da organização e que servem como base para a governança moderna, como, por exemplo:
- COSO (Committee of Sponsoring Organizations): foca no ambiente de controle interno e na gestão integrada de riscos corporativos;
- ISO 31000: oferece diretrizes internacionais para o gerenciamento de qualquer tipo de risco, adaptável a diversos setores;
- Orquestração Unificada: abordagem que conecta processos, sistemas, dados e Agentes de IA em uma única camada de controle, como o Pipefy, proporcionando governança contínua, rastreabilidade total e mitigação ativa de riscos.
Como criar um plano de mitigação de riscos eficaz?
O plano de mitigação de riscos deve ser focado em ações preventivas e práticas. É importante definir quem é o responsável por cada controle, qual a ferramenta utilizada e qual o prazo para revisão das políticas.
Em 2026, a mitigação mais eficiente é aquela que retira o peso da execução manual das equipes, utilizando a tecnologia de orquestração para garantir que as regras de negócio sejam cumpridas sem exceções.
Qual é o papel da tecnologia na gestão de riscos operacionais?
A tecnologia deixou de ser apenas um suporte básico para se tornar um motor de conformidade e segurança. A orquestração de workflows no-code, combinada a Agentes de IA supervisionados, permite que as empresas criem barreiras de proteção automáticas.
Ao orquestrar o fluxo entre sistemas legados e processos manuais em um ambiente unificado, o setor de TI ganha controle e as áreas de negócio ganham agilidade sem aumentar a exposição a ameaças operacionais.

Orquestração inteligente de riscos com a Risk AI Suite do Pipefy
A mitigação de riscos operacionais exige uma abordagem que vá além de ferramentas isoladas, demandando uma orquestração unificada que conecte pessoas, sistemas e IA em uma única camada de controle.
Diante disso, o Pipefy apresenta a Risk AI Suite, uma solução modular projetada para transformar a gestão de riscos e conformidade em um processo ágil, seguro e totalmente auditável.
Com Agentes de IA que operam sob regras de negócio, trilhas de auditoria e governança corporativa, a plataforma permite que as empresas orquestrem fluxos críticos com total visibilidade, eliminando os silos de informações que costumam ocultar vulnerabilidades.
A solução contempla diversos casos de uso essenciais para a proteção do negócio, como, por exemplo:
- Homologação de fornecedores (SRM): padronização de critérios fiscais, jurídicos e ESG para garantir parcerias seguras;
- Prevenção de fraudes (Background Check): validação automática de dados de CPFs e CNPJs em múltiplas fontes em poucos segundos;
- Onboarding de stakeholders: verificação de identidades e análise de perfil de risco para novos clientes, colaboradores e parceiros;
- Monitoramento contínuo de conformidade: acompanhamento recorrente de bases de dados para detectar mudanças automáticas no status de risco.
Essa capacidade de orquestração garante a proteção necessária para operações de alta complexidade, sem a morosidade tradicional de implementação, entregando resultados mensuráveis em dias, não meses.
Com trilhas de auditoria imutáveis e a geração de um Trust Score consolidado, seu negócio ganha a segurança necessária para crescer com governança total.
Em um pacote de materiais exclusivos — “Gestão e governança inteligente de stakeholders com a Risk AI Suite do Pipefy” —, apresentamos como a solução apoia empresas para reduzir prejuízos e automatizar a verificação de conformidade de ponta a ponta.
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