Riscos operacionais: como as empresas podem se proteger melhor em 2026

RESUMO DO ARTIGO

Riscos operacionais envolvem falhas em processos, pessoas, sistemas ou controles internos que afetam a continuidade e a eficiência das operações. Podem gerar perdas financeiras, impactos legais e danos à reputação, exigindo monitoramento constante, padronização de rotinas e estratégias preventivas para reduzir vulnerabilidades.

Homem jovem de óculos e blazer trabalhando em um laptop em um escritório moderno e iluminado, focado na análise de dados para prevenção de riscos operacionais

Mitigar riscos operacionais deixará de ser apenas uma questão de controle para se tornar um desafio de orquestração.

Processos fragmentados, decisões manuais e falta de rastreabilidade criam brechas que impactam diretamente a conformidade, a eficiência e a confiança nos negócios.

Neste artigo, explicaremos a definição técnica das falhas sistêmicas e humanas, os métodos mais eficazes para a identificação de vulnerabilidades e como a tecnologia de orquestração unificada protege a sua empresa. Além disso, abordaremos como estruturar planos de controle que entregam valor real. Saiba mais a seguir.

O que são riscos operacionais?

A definição de risco operacional engloba possíveis perdas resultantes de falhas, deficiências ou inadequações em processos internos, pessoas e sistemas, ou mesmo de eventos externos.

Diferentemente de ameaças puramente financeiras, eles estão ligados à execução prática e à infraestrutura que sustenta a operação diária.

Na prática, riscos operacionais surgem quando a execução não acompanha a estratégia. Cada exceção tratada fora do fluxo, cada validação feita manualmente ou cada decisão sem registro cria pontos cegos que dificultam o controle e ampliam a exposição ao risco.

Para uma gestão eficiente, o ponto de partida é compreender esses riscos para garantir que a estratégia da organização não seja interrompida por gargalos evitáveis, desde o erro humano em uma planilha isolada até a falta de visibilidade em fluxos de trabalho fragmentados.

Quais são os tipos de riscos operacionais?

Os tipos de riscos operacionais são geralmente divididos em 4 vertentes que podem comprometer a estabilidade do negócio:

  • Pessoas: envolve erros humanos acidentais, fraudes internas deliberadas ou a falta de treinamento adequado para operar os sistemas críticos da companhia;
  • Processos internos: refere-se a falhas no desenho de fluxos de trabalho, falta de padronização, gargalos de aprovação, ausência de rastreabilidade e dependência de e-mails, planilhas ou sistemas desconectados;
  • Sistemas: inclui a indisponibilidade de ferramentas, falhas de segurança digital, vulnerabilidades em integrações e a falta de escalabilidade técnica;
  • Eventos externos: compreende as mudanças regulatórias abruptas, crises em fornecedores, desastres naturais ou ataques cibernéticos em larga escala.

Caso de uso prático: setor de serviços financeiros

Vamos considerar um exemplo ilustrativo no setor de serviços financeiros. Imagine que uma equipe precise validar centenas de novos parceiros semanalmente. Sem uma orquestração centralizada, a verificação manual de certidões e históricos de CNPJs criaria gargalos e aumentaria o risco de erros humanos.

Nesse caso, com a Risk AI Suite do Pipefy, Agentes de IA, operando sob regras de negócio e governança definidas, realizariam essas consultas em múltiplas fontes de dados em segundos, gerando um Trust Score consolidado para apoiar a decisão humana.

Isso permite que a empresa reduza o tempo de resposta e garanta a conformidade regulatória com resultados mensuráveis em dias, não em meses, além de manter a participação humana (“human in the loop”) para validação e tomada de decisão final.

Leia mais: Da conformidade ao controle inteligente: como garantir eficiência e segurança na gestão de fornecedores e avaliação de risco no setor financeiro

Qual é a diferença entre risco operacional, risco de mercado e risco de crédito?

A distinção entre esses conceitos ajuda a estruturar melhor os riscos e controles internos.

Enquanto o risco de crédito foca na inadimplência e o risco de mercado lida com flutuações de preços e juros, o operacional é intrínseco ao funcionamento da própria empresa.

Ele não depende necessariamente de fatores econômicos externos, mas sim da qualidade da orquestração dos seus processos e sistemas. Por isso, sua mitigação exige uma camada de orquestração e automação que conecte processos, sistemas e pessoas em tempo real, como o Pipefy.

Por que a gestão de riscos operacionais é importante para uma empresa?

A atenção aos controles operacionais pode evitar prejuízos significativos. De acordo com dados da consultoria Grant Thornton, em 94% dos casos, as fraudes são geradas por oportunidades criadas por lacunas nos sistemas de controle das companhias.

Conforme a pesquisa, além do impacto financeiro — 46% das empresas relatam perdas superiores a R$ 500 mil decorrentes dessas falhas —, a gestão de riscos operacionais madura preserva a reputação da marca e garante a conformidade com regulações, como a LGPD.

Essas lacunas surgem, em grande parte, quando controles dependem de execução manual ou de sistemas que não conversam entre si.

Organizações que priorizam a resiliência operacional conseguem se recuperar de crises com mais rapidez, transformando a governança em uma vantagem competitiva.

Como posso identificar os riscos operacionais no meu negócio?

A identificação eficaz exige uma análise de onde o valor é gerado e onde ele pode ser perdido. Práticas como auditorias de processos e conversas com as lideranças operacionais são caminhos recomendados para mapear vulnerabilidades.

Um dos exemplos de risco operacional mais frequentes é a dependência excessiva de e-mails e planilhas para a gestão de informações sensíveis, o que prejudica a visibilidade e a segurança.

Para visualizar essas ameaças, as empresas costumam utilizar a matriz de risco operacional, como no modelo abaixo:

Categoria do RiscoProbabilidadeImpacto FinanceiroNível de Prioridade
Erro em faturamento manualAltaMédioElevado
Falha de acesso ao sistemaMédiaMédioModerado
Inconsistência em onboardingMédiaAltoCrítico
Fraude em dados de parceirosBaixaMuito AltoCrítico

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Quais são as etapas de um processo de gestão de riscos operacionais?

É fundamental que a estratégia de proteção seja cíclica e integrada à rotina da organização.

Entre as principais etapas de um processo de gestão de riscos operacionais, podemos destacar:

  1. Identificação: mapeamento de todos os pontos de vulnerabilidade nos fluxos atuais da sua empresa;
  2. Avaliação: mensuração da probabilidade de ocorrência e do impacto de cada evento identificado;
  3. Mitigação: implementação de controles, automações inteligentes e políticas de segurança para reduzir a exposição;
  4. Monitoramento: acompanhamento contínuo via dashboards de visibilidade 360º para detectar desvios em tempo real.
Profissional de compliance utiliza o Pipefy para realizar a identificação de riscos operacionais e fortalecer a governança dos processos internos

3 metodologias para gerenciar riscos operacionais

Existem abordagens que ajudam a estruturar a defesa da organização e que servem como base para a governança moderna, como, por exemplo:

  1. COSO (Committee of Sponsoring Organizations): foca no ambiente de controle interno e na gestão integrada de riscos corporativos;
  2. ISO 31000: oferece diretrizes internacionais para o gerenciamento de qualquer tipo de risco, adaptável a diversos setores;
  3. Orquestração Unificada: abordagem que conecta processos, sistemas, dados e Agentes de IA em uma única camada de controle, como o Pipefy, proporcionando governança contínua, rastreabilidade total e mitigação ativa de riscos.

Como criar um plano de mitigação de riscos eficaz?

O plano de mitigação de riscos deve ser focado em ações preventivas e práticas. É importante definir quem é o responsável por cada controle, qual a ferramenta utilizada e qual o prazo para revisão das políticas.

Em 2026, a mitigação mais eficiente é aquela que retira o peso da execução manual das equipes, utilizando a tecnologia de orquestração para garantir que as regras de negócio sejam cumpridas sem exceções.

Qual é o papel da tecnologia na gestão de riscos operacionais?

A tecnologia deixou de ser apenas um suporte básico para se tornar um motor de conformidade e segurança. A orquestração de workflows no-code, combinada a Agentes de IA supervisionados, permite que as empresas criem barreiras de proteção automáticas.

Ao orquestrar o fluxo entre sistemas legados e processos manuais em um ambiente unificado, o setor de TI ganha controle e as áreas de negócio ganham agilidade sem aumentar a exposição a ameaças operacionais.

Gestor operacional analisa dados em tempo real para garantir a mitigação de riscos e a eficiência dos processos em uma plataforma unificada

Orquestração inteligente de riscos com a Risk AI Suite do Pipefy

A mitigação de riscos operacionais exige uma abordagem que vá além de ferramentas isoladas, demandando uma orquestração unificada que conecte pessoas, sistemas e IA em uma única camada de controle.

Diante disso, o Pipefy apresenta a Risk AI Suite, uma solução modular projetada para transformar a gestão de riscos e conformidade em um processo ágil, seguro e totalmente auditável.

Com Agentes de IA que operam sob regras de negócio, trilhas de auditoria e governança corporativa, a plataforma permite que as empresas orquestrem fluxos críticos com total visibilidade, eliminando os silos de informações que costumam ocultar vulnerabilidades.

A solução contempla diversos casos de uso essenciais para a proteção do negócio, como, por exemplo:

  • Homologação de fornecedores (SRM): padronização de critérios fiscais, jurídicos e ESG para garantir parcerias seguras;
  • Prevenção de fraudes (Background Check): validação automática de dados de CPFs e CNPJs em múltiplas fontes em poucos segundos;
  • Onboarding de stakeholders: verificação de identidades e análise de perfil de risco para novos clientes, colaboradores e parceiros;
  • Monitoramento contínuo de conformidade: acompanhamento recorrente de bases de dados para detectar mudanças automáticas no status de risco.

Essa capacidade de orquestração garante a proteção necessária para operações de alta complexidade, sem a morosidade tradicional de implementação, entregando resultados mensuráveis em dias, não meses.

Com trilhas de auditoria imutáveis e a geração de um Trust Score consolidado, seu negócio ganha a segurança necessária para crescer com governança total.

Em um pacote de materiais exclusivos — “Gestão e governança inteligente de stakeholders com a Risk AI Suite do Pipefy” —, apresentamos como a solução apoia empresas para reduzir prejuízos e automatizar a verificação de conformidade de ponta a ponta.

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