Levantamento da Pipefy aponta que solicitação de crédito (48%), registro de garantias (21%) e análise de crédito (17%) concentram as aplicações de IA na vertical
São Paulo, agosto de 2026 — A adoção de Inteligência Artificial em operações de crédito e risco está se concentrando não na decisão em si, mas nos pontos da esteira onde a validação manual trava a decisão de risco: triagem, conferência e cruzamento de documentos. É o que aponta um levantamento realizado pela Pipefy, plataforma de IA e orquestração de processos, em sua base de clientes.
No recorte da vertical de Crédito e Risco, a solicitação de crédito dispara como o principal caso de uso (48%), seguida pelo registro de garantias (21%) e pela análise de crédito (17%). A distribuição da adoção revela um padrão estrutural: a IA está sendo utilizada onde o documento encontra a decisão, em processos na entrada do pedido, na leitura das informações que sustentam a análise e na formalização das garantias.
A liderança da solicitação de crédito dentro dos casos de uso reflete a natureza do processo, sendo o momento de maior volume de documentos e maiores possibilidades de atrito na jornada do cliente. Por ser a porta de entrada, é também onde a lentidão gera o maior efeito cascata: cada hora perdida na triagem atrasa toda a decisão que vem depois.
“A leitura mais interessante dos dados é que a IA não está decidindo crédito, ela está preparando as decisões”, explica Marcus Moura, general manager da vertical de Credit & Risk da Pipefy. “Ela assume a triagem, a conferência e o cruzamento de documentos, apoiando o analista em uma decisão rápida, consistente e auditável, que deixou de ser diferencial e passou a ser requisito.”
Os demais casos de uso mapeados confirmam o foco documental da adoção. No registro de garantias (21%), a IA apoia acelerando a formalização e o controle das garantias, uma etapa crítica, em que erros ou atrasos têm impacto jurídico direto. Já na análise de crédito (17%), a tecnologia apoia a leitura e o cruzamento de informações que sustentam a decisão final. Juntos, os três casos desenham uma presença da IA ao longo de toda a esteira, da entrada do pedido à formalização de garantias.
De acordo com Moura, os dados também refletem uma mudança na forma como as empresas encaram a tecnologia. “Mais do que ter acesso à IA, o grande diferencial é ter o agente operando dentro do fluxo da empresa, orquestrando o processo do início ao fim com governança. É isso que permite conectar uma dor específica, como a análise de documento e cruzamento de informações, a um ganho imediato e garantir a escala quando a operação ganha maturidade.”
Sobre a Pipefy
Pipefy é uma plataforma de orquestração de agentes que conecta sistemas críticos e automatiza processos end-to-end com IA e low-code, combinando a capacidade enterprise com a simplicidade de implementação e entregando ROI mensurável em dias – não meses. Com Pipefy, equipes podem criar workflows e AI Agents com segurança para automações departamentais e orquestrações mais complexas. Fundada em 2015, tem atuação global em mais de 150 países, contribuindo com a inovação de mais de 4 mil clientes.
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