Levantamento da Pipefy aponta que processos de onboarding (20%), recrutamento (19%) e gestão de licenças (11%) concentram o uso de IA no departamento
São Paulo, setembro de 2026 – A aplicação real da inteligência artificial (IA) já ocupa o departamento de recursos humanos das empresas. É o que apontam os dados consolidados do primeiro semestre de 2026 de levantamento realizado pela Pipefy, plataforma de IA e orquestração de processos.
De acordo com a análise realizada em sua base de clientes, os três principais casos de uso de IA no RH são processos de onboarding de colaboradores (20%), recrutamento (19%) e gestão de licenças (11%). O levantamento mostra que a aplicação da IA aparece, principalmente, em processos marcados pelo alto volume de dados desestruturados, documentos em PDF, planilhas e e-mails, que precisam ser lidos e conferidos antes de qualquer registro.
Para Daniela Catalan, CHRO da Pipefy, o papel do profissional de RH passa por um momento de transição, deixando de ser um executor operacional e passando a ser um orquestrador de processos. “Neste novo modelo de tarefas com agentes de IA, a tecnologia processa todos os dados, estruturados ou desestruturados, para acelerar a análise, enquanto o profissional atua como o validador final das decisões, garantindo que os critérios de negócio sejam respeitados em cada etapa e as pessoas atuem de forma cada vez mais estratégica”, completa a executiva.
Entre a expectativa e o uso real
A presença da IA em práticas do RH contrasta com o que o mercado enxerga de oportunidades para o departamento. Um estudo que a Pipefy conduziu com 148 empresas do Brasil e dos Estados Unidos, também no primeiro semestre de 2026, mostra que apenas 6% dos respondentes brasileiros mencionam o RH como área de maior potencial de aplicação da IA, atrás da análise de dados (34%) e do atendimento ao cliente (22%).
Autonomia e supervisão: o humano segue decidindo
Mesmo com a IA avançando nos processos de RH, as empresas ouvidas pela pesquisa não enxergam a tecnologia substituindo o profissional. A pesquisa identificou que 78% das empresas apontam o colaborador humano no papel de “orquestrador e validador”, a IA continua processando e cruzando dados, e o humano revisa exceções e toma as decisões. No extremo oposto, apenas 2% defendem a substituição operacional completa pela tecnologia.
Além disso, a delegação de funções aos agentes de IA está associada a critérios de governança: 49% das empresas afirmam que se sentiriam confortáveis ao delegar funções a um agente de IA se a solução seguisse regras definidas e auditáveis.
De acordo com Daniela, a presença da IA em processos que sustentam a operação de RH não é mais uma promessa futura. “Os processos de onboarding, contratação e licenças têm o que a tecnologia precisa para entregar resultado rápido: alto volume de trabalho, regras claras definidas e muito documento para ler antes de qualquer tomada de decisão. Enquanto o mercado projeta a IA para a vitrine, ela já está resolvendo o trabalho operacional que consome tempo do time de RH”, afirma a executiva.
Sobre a pesquisa – Os dados combinam um questionário aplicado a 148 empresas no Brasil e nos Estados Unidos no primeiro semestre de 2026 com o uso real da plataforma Pipefy no mesmo período, que mapeia onde a base de clientes está aplicando IA. Os percentuais desta divulgação referem-se ao recorte brasileiro.
Sobre a Pipefy
Pipefy é uma plataforma de orquestração de agentes que conecta sistemas críticos e automatiza processos end-to-end com IA e low-code, combinando a capacidade enterprise com a simplicidade de implementação e entregando ROI mensurável em dias – não meses. Com Pipefy, equipes podem criar workflows e AI Agents com segurança para automações departamentais e orquestrações mais complexas. Fundada em 2015, tem atuação global em mais de 150 países, contribuindo com a inovação de mais de 4 mil clientes.
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