Ao longo do último ano, milhões de empresas abraçaram ferramentas no-code para criar programas essenciais para seus negócios - sem precisar escrever sequer uma linha de código. Os usuários dessas ferramentas podem ser chamados de “citizen developers” ou “desenvolvedores cidadãos”. São usuários não-técnicos que usam plataformas no-code para resolver problemas de desenvolvimentos rotineiros (mas importantes) sem envolver a área de TI. 

 

Então, vamos dar uma olhada em softwares no-code e como são usados por desenvolvedores cidadãos para criar apps, automatizar fluxos de trabalho e resolver problemas de negócios.

O que é no-code?

Plataformas no-code são ambientes de desenvolvimento de sistemas, aplicações ou fluxos de trabalho que oferecem ferramentas visuais fáceis de se usar. Elas permitem que profissionais sem conhecimento técnico em programação -- desenvolvedores cidadãos -- criem aplicativos ou automatizem workflows, mantendo os padrões e políticas de segurança da informação.

No-code vs. low-code

Fornecedores e analistas da indústria de TI às vezes usam os termos  no-code e low-code sem distinção. Mas as diferenças entre eles são as seguintes:

  • Ferramentas no-code não exigem nenhuma experiência de programação dos usuários.
  • Ferramentas low-code são feitas para minimizar a programação “manual” e, com isso, ajudar desenvolvedores a criar ou integrar apps rapidamente.
  • O que é possível fazer com ferramentas no-code?

    A Gartner estima que o mercado global de no-code e low-code valerá US$ 13,8 bilhões até o fim de 2021 (um aumento de 22,6% com relação a 2020), e por bons motivos. Essas ferramentas ajudam profissionais que não são desenvolvedores (os chamados desenvolvedores cidadãos) a criar aplicativos, tais como workflows automatizados, sem que precisem aprender a programar ou entender o lado técnico dessa criação. 

     

    As plataformas no-code usam um ambiente de desenvolvimento visual, em geral com funcionalidades de “drag-and-drop” (clicar com o mouse, arrastar e soltar para posicionar peças). Esse ambiente facilita a criação de programas para quem não tem conhecimento técnico específico.

     

    As ferramentas no-code ajudam a criar uma ponte entre as equipes de negócios e de TI. Elas podem ser integradas a diferentes sistemas, possibilitando que grupos de trabalho aumentem as funcionalidades de suas ferramentas do dia-a-dia e, ao mesmo tempo, mantendo-se adequadas às políticas de segurança de TI da empresa. 

     

    Com os templates, bibliotecas e interface customizável das plataformas no-code, usuários podem criar aplicativos, integrar sistemas, e até orquestrar sistemas de gestão de processos de negócio (ou BPMs, na sigla em inglês). Tudo isso com a possibilidade de usar automações para facilitar ainda mais o trabalho.

    Prós e contras do no-code

    Empresas que usam no-code têm várias vantagens, incluindo:

  • Eficiência: Ao proporcionar autonomia para que desenvolvedores cidadãos possam construir suas próprias soluções, as empresas permitem que suas equipes de TI foquem em projetos maiores e mais complexos. 
  • Desenvolvimento rápido: O no-code possibilita um ciclo rápido de design, prototipagem, testes e feedback para acelerar seus processos de deployment e entrada no mercado.
  • Segurança: Ferramentas no-code são feitas para viabilizar o desenvolvimento rápido e customizado de apps que estejam em conformidade com políticas e padrões de segurança. Isso evita o “Shadow IT” e gera ferramentas que se integram totalmente à estrutura de TI já existente.
  • Redução de erros: Equipes sem conhecimentos técnicos podem criar e customizar fluxos de trabalho a partir de ferramentas já existentes (como planilhas, ERPs sofisticados e sistemas antigos). Com isso, ajudam a garantir um fluxo de informação sem erros.
  • Satisfação dos colaboradores: Automatizar tarefas cotidianas gera menos trabalho repetitivo, criando uma jornada de trabalho mais agradável para os colaboradores.
  • Alguns dos desafios que as plataformas no-code podem gerar são:

  • Ferramentas não sancionadas: Quando são bem implementadas, as plataformas no-code criam uma ponte entre as equipes de negócios e de TI. Mas o “Shadow IT” (ferramentas no-code que não são sancionadas pela equipe de TI e que não podem ser ampliadas) pode criar dificuldades para as operações.
  • Limitações de customização: Com mais de 300 fornecedores de soluções no-code e low-code no mercado, é importante entender que as opções de customização e integração variam. Mesmo as plataformas mais robustas podem não ter, de saída, um recurso importante para o seu negócio.
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    Melhores práticas para ferramentas no-code

    Abaixo estão cinco dicas práticas para implementar uma solução no-code em sua empresa:

  • Comece com um “piloto”: De saída, crie um projeto pequeno, de escopo limitado e referente a um único processo, que não impacte muitas outras áreas. Isso permite que a equipe experimente com o processo e a ferramenta, ajustando e melhorando conforme recebe feedback.   
  • Valide seu processo: Antes de começar a trabalhar com o que criou, teste seu processo para garantir que está tudo funcionando como esperado. Pense no seu objetivo inicial e comece criando solicitações de teste, passando por cada etapa do processo.
  • Atenção à segurança: É necessário que as empresas equilibrem entre, de um lado, ter uma infraestrutura robusta e, de outro, incentivar a criação autônoma de apps com ferramentas no-code.
  • Treine sua equipe: Não importa o tamanho do time: é comum que as pessoas não lidem bem com mudanças na maneira como trabalham. Por isso, é importante que sua equipe saiba usar as ferramentas no-code e entenda como elas poderão melhorar sua rotina de trabalho.
  • Esteja preparado para acidentes de percurso: Criar aplicações no-code é um processo de aprendizado, e as empresas vão melhorando seus resultados iniciais com o tempo. Mas dar aos profissionais a possibilidade de resolver seus problemas com essas plataformas vale a pena, pois deixa os líderes com mais disponibilidade para tratar de assuntos estratégicos.
  • Casos em que o no-code pode ajudar

    Com plataformas no-code, profissionais de todos os departamentos e a equipe de TI podem se ajudar mutuamente e gerar mais valor, de maneira mais rápida. A seguir, vamos mostrar algumas situações em que essa combinação pode melhorar imensamente várias tarefas essenciais das empresas.

  • RH: O departamento de RH pode usar um software no-code para automatizar o processo de onboarding de novos funcionários. É possível usar essas ferramentas para coletar documentos, assinar contratos e enviar equipamentos a todas as contratações com um fluxo completamente automatizado.
  • Finanças: profissionais de finanças podem usar ferramentas no-code para transformar seus processos de solicitação de reembolsos, automatizando a coleta de solicitações e o fluxo de aprovação.
  • Customer Success: Nas equipes de sucesso do cliente, o software no-code pode ser usado para criar um sistema de suporte sem falhas. Automatize seu fluxo de trabalho, diminua o tempo de resposta e crie relatórios customizados para avaliar a performance da sua equipe e a satisfação dos seus clientes.
  • TI: Os departamentos de TI também podem aproveitar o no-code para padronizar o recebimento de solicitações de trabalho, como pedidos de trabalho remoto ou chamados de TI. Ao mesmo tempo, essas ferramentas também dão mais visibilidade às entregas da equipe de TI.
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    Exemplos de plataformas no-code

    O relatório de março de 2021 da Forrester sobre plataformas de desenvolvimento avaliou mais de 40 fornecedores, de acordo com a receita e principais públicos-alvo. Entre eles, há diversos fornecedores de soluções no-code. Segundo o documento, “A necessidade de agilidade e adaptabilidade na área de software nunca foi maior do que no mundo impactado pela COVID-19… Plataformas low-code comprovaram sua eficácia até mesmo nos casos mais críticos, e serão exigidas ao lado do desenvolvimento tradicional para suportar esse novo normal”. 

     

    A Forrester separou as plataformas das empresas em grande, médio e pequeno porte, com base em sua receita anual. O relatório também distinguiu as soluções entre “low-code para desenvolvedores profissionais” e “no-code para desenvolvedores de negócios” (este último também conhecido como no-code). 

     

    Exemplos de plataformas de desenvolvimento no-code destacadas pela Forrester nessa categoria incluem:

  • Betty Blocks: uma interface no-code com funcionalidade “drag-and-drop” para criar aplicações de negócios para dispositivos móveis, tablets ou computadores, com uma interface back-office padronizada.
  • Zoho: o Zoho Creator é uma plataforma low-code de desenvolvimento de apps que permite a pessoas sem conhecimento técnico criar aplicativos móveis customizados.
  • Bubble: uma ferramenta no-code para criar e lançar apps para marketplaces, redes sociais, plataformas Software-as-a-Service (SaaS) ou mesmo programas de Customer Relationship Manager (CRMs).
  • Pipefy: o melhor software BPM no-code

    O Pipefy é uma solução no-code moderna e intuitiva de BPM. Ele fornece tudo que as empresas precisam para gerenciar e automatizar processos de forma efetiva e com bom custo-benefício. 

     

    O Pipefy dá autonomia a todos os envolvidos para automatizar processos rotineiros sem precisar programar. E com suas capacidades robustas de análise de dados, ele ajuda empresas a melhorarem processos em todos os seus departamentos - do RH ao Financeiro, passando por Vendas, Marketing e mais. 

     

    Os recursos do Pipefy incluem:

  • Regras de automação fáceis de configurar, baseadas em gatilhos e ações
  • Templates de fluxos de trabalho prontos para usar
  • Customização das ações e informações exigidas em cada etapa
  • Interface simples e fácil de usar
  • Integrações nativas e customizadas
  • Criador de formulários “drag-and-drop” para coletar informações.
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    Plataformas no-code são ambientes de desenvolvimento de sistemas, aplicações ou fluxos de trabalho que oferecem ferramentas visuais fáceis de se usar.