Automação de processos de TI na era agêntica: como eliminar a pressão e assumir o controle e escala dos Agentes de IA na operação

RESUMO DO ARTIGO

Automação de processos de TI é a prática de padronizar, conectar e executar os fluxos da operação de tecnologia com o mínimo de esforço manual. Na era agêntica, seu novo estágio são os Agentes de IA em operação dentro de processos governados, com regra aplicada, trilha de auditoria e escala sob controle.

Nos últimos 3 anos, a pergunta que abria toda conversa sobre Inteligência Artificial nas empresas era justamente se as áreas de negócio já tinham adotado essa tecnologia. Em 2026, essa pergunta perdeu força. A IA já está em quase toda operação, e usá-la deixou de ser, por si só, um diferencial competitivo.

O novo divisor está no que acontece depois da adoção. Não basta ter Agentes de IA distribuídos pelos departamentos: o que separa as empresas que geram resultado das que acumulam risco é conseguir escalar esses agentes dentro dos processos que sustentam o negócio, sem que o controle da TI se torne um gargalo para a operação. É nesse ponto que a automação de processos de TI muda de patamar.

Em participação exclusiva durante a Semana Caldeira 2026, em Porto Alegre, André Agra, CFO e VP de Parcerias e Alianças da Pipefy, e Cristiano Lamberti, CSO da Pipefy, discutiram o tema em detalhes, compartilhando direcionamentos sobre como a TI pode escalar a IA agêntica sob pressão. A tese que atravessou o debate foi consensual: o problema não é adotar IA, e sim escalá-la com governança sobre os sistemas que a empresa já usa.

[Pipefy AI Research] Da adoção de IA à orquestração agêntica: o novo estágio da Inteligência Artificial nas empresas brasileiras
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A TI sob pressão na era agêntica: por que adotar IA não é mais o problema

A pressão sobre a área de TI mudou de natureza. A demanda inicial era viabilizar a adoção de IA na empresa. Com cada departamento contratando a própria ferramenta, a prioridade passou a ser organizar esse uso e assegurar o controle, sem interromper o ritmo das áreas de negócio.

No painel “A TI sob pressão na era agêntica: como escalar a IA com governança e provar ROI”, apresentado durante a Semana Caldeira 2026, André Agra resumiu a mudança por trás dessa pressão:

A coisa mais interessante que eu estou vendo hoje é que a discussão está deixando de ser ‘como eu uso IA?’ para se tornar ‘como eu redesenho a forma como minha empresa trabalha usando IA?’.

André Agra
CFO e VP de Parcerias e Alianças da Pipefy

A Pipefy AI Research, pesquisa exclusiva conduzida com a base de clientes da empresa, dimensiona o desafio, dimensiona o desafio: apenas 6,3% das empresas mantêm processos totalmente orquestrados e integrados de ponta a ponta. Isso significa que, de maneira geral, a fase de adoção já passou, mas a operação que a sustenta permanece fragmentada.

Escalar a IA nesse contexto não depende de contratar mais um modelo. Depende de estruturar a orquestração de processos de TI para que os Agentes de IA operem dentro de fluxos com regras, contexto e responsáveis definidos. Tratar a IA como projeto de ferramenta leva ao mesmo limite recorrente: o piloto entrega resultado, mas não avança para produção.

Como observou Cristiano Lamberti, CSO da Pipefy, no painel durante o evento:

Tem muito cliente paralisado, que não sabe o que fazer. E dá para entrar começando pequeno, por áreas onde a gente domina, como compras e back-office, ou eventualmente por áreas fins, como crédito, apólices e seguros.

Cristiano Lamberti
CSO da Pipefy
André Agra (à esquerda) e Cristiano Lamberti (à direita) em painel da Semana Caldeira 2026, onde a automação de processos de TI na era agêntica foi debatida sob a ótica de governança e escala

Os três vetores de pressão sobre a TI: Shadow AI, backlog e integração de legados

A pressão sobre a TI não tem origem única. Ela se concentra em três vetores que, juntos, transformam a adoção de IA em risco operacional.

O primeiro é a Shadow AI. Segundo a pesquisa exclusiva da Pipefy, 38,7% das empresas sabem que seus colaboradores usam IA generativa pública sem controle, visibilidade ou política. A TI não consegue assegurar estabilidade e segurança sobre aquilo que não tem visibilidade.

O segundo é o backlog. Cada área demanda o próprio agente, e a fila de pedidos de integração e automação cresce mais rápido do que a capacidade de entrega do time técnico. A TI concentra todas as solicitações, e a pressão por velocidade colide com a necessidade de controle.

O terceiro é a integração de legados. Entre as empresas ouvidas pela Pipefy, 34,9% apontam a conexão entre sistemas legados e plataformas de IA como a maior barreira para escalar. Nenhuma dessas barreiras se resolve trocando o modelo de IA, porque o problema não está no modelo, e sim na arquitetura ao redor dele.

A tabela abaixo resume os três vetores e o custo de cada um para a operação:

Vetor de pressãoO que acontece na práticaCusto para a TI
Shadow AIAgentes e ferramentas criados fora da TI, sem inventário nem políticaRisco de segurança e compliance sem visibilidade
Backlog de pedidosCada área exige a própria automação e integraçãoTI se torna gargalo entre velocidade e controle
Integração de legadosERPs e sistemas acessórios não se integram às plataformas de IAProjetos de eficiência medidos em meses


Esse é o mesmo diagnóstico que separa ilhas de automação de uma operação orquestrada, tema aprofundado no guia sobre automação inteligente.

Como escalar a IA com governança sem sobrecarregar a TI

Se o problema não é adotar, mas escalar com controle, a melhor saída tem três movimentos que funcionam juntos. Eles transformam a automação de processos de TI em uma operação que escala sem multiplicar o esforço manual do time técnico.

1. Orquestração sobre o legado, sem substituições

ERPs e CRMs permanecem como sistema de registro, e uma camada de orquestração conecta esses sistemas, as pessoas e os Agentes de IA em um fluxo único. O que era legado passa a ser acessível pela conectividade nativa, sem projeto de troca de sistema.

2. Governança nativa

Em vez de um relatório gerado depois, cada passo do processo carrega regra aplicada, controle de acesso e trilha de auditoria. É o que elimina a Shadow AI: quando existe um caminho governado e rápido para criar automações, o atalho inseguro deixa de ser necessário.

3. Human-in-the-Loop

Na pesquisa proprietária da Pipefy, 77,8% dos entrevistados enxergam o humano como orquestrador e validador do processo, não como espectador. A autonomia é bem-vinda quando é supervisionada e auditável.

Essa combinação também responde a um alerta de mercado. A Gartner prevê que, até 2027, 40% das empresas irão rebaixar ou desativar Agentes de IA autônomos por falhas de governança percebidas apenas após incidentes em produção. A governança, nesse desenho, deixa de ser um custo e passa a ser o que sustenta a escala.

No painel da Semana Caldeira 2026, André Agra sintetizou o princípio:

Boa governança não é o freio da IA. É o que permite acelerar com segurança. — André Agra, CFO e VP de Parcerias e Alianças da Pipefy

Como escalar a automação de processos de TI com governança: orquestrar sobre o legado, aplicar regra e trilha em cada passo e manter o humano no circuito

Como o Pipefy orquestra a automação de processos de TI

É esse modelo que sustenta o Pipefy como plataforma para operações de TI. A proposta não é adicionar mais uma ferramenta ao estoque, e sim atuar como a plataforma de orquestração agêntica definitiva para escalar processos governados, conectando ERPs, sistemas acessórios, pessoas e Agentes de IA em um fluxo único e rastreável.

Na prática, a TI passa a contar com uma camada em que os agentes executam dentro do processo, sob regra e trilha de auditoria, em vez de operarem de forma dispersa e sem governança. Pela conectividade da orquestração e automação de processos, o legado continua no lugar, e as áreas de negócio configuram os fluxos em no-code, sem sobrecarregar a TI.

Os números que a Pipefy reporta para a operação de TI mostram o tamanho do ganho quando a automação passa a ser orquestrada:

  • Eliminação de 90% do trabalho manual em atividades repetitivas;
  • Redução de até 99% no tempo de execução de solicitações, com SLAs em dia;
  • Queda de 70% nos tickets recorrentes, com base de conhecimento integrada.

Esse controle vem acompanhado de reconhecimento externo. A Pipefy foi nomeada na categoria Market Shapers do relatório Emerging Market Quadrant for No-Code Agent Builders — Startup Vendors, do Gartner, posição que reforça o seu papel na construção de Agentes de IA que executam dentro de processos governados, com auditoria, controle de acesso e Human-in-the-Loop, em vez de funcionarem como tarefas soltas e sem controle.

Case: Magazine Luiza escala a produção sem sobrecarregar a operação

O Estúdio de Design e Branding do Magazine Luiza ilustra a autonomia governada que escala sem sobrecarregar a operação. O time atuava como uma agência interna, com mais de 3.000 peças mensais para 15 núcleos de negócio, e enfrentava briefings incompletos, retrabalho e falta de visibilidade sobre o status dos projetos.

Ao centralizar a gestão no Pipefy, o Magalu padronizou a entrada de demandas com formulários inteligentes e simplificou a operação de 8 para 2 boards. O motor de automação passou a mover cards entre fases sem intervenção manual, e a integração com relatórios deu à liderança leitura direta da operação.

O resultado apareceu em escala e controle: 16.400 automações realizadas em um semestre, a redução de 8 para 2 boards e uma queda de 34% no índice de briefings incompletos, com a equipe liberada para focar na qualidade das peças.

Com o Pipefy, podemos criar projetos e campos personalizados, organizar times, processos e recolher todas as informações para exportar e gerar relatórios.

Lucas Guimarães
Líder de Criação do Estúdio Magalu

A leitura para a TI é direta: quando a automação é orquestrada e governada, a operação cresce sem que o time cresça na mesma proporção. É o que Lamberti chamou de começar pequeno e deixar o ganho financiar o próximo passo:

Não precisa fazer grandes, mega projetos de meses e anos. Comecem pequeno, e aí, com os ganhos desses projetos pequenos, você vai se retroalimentando e vai evoluindo no avanço.

Cristiano Lamberti
CSO da Pipefy

5 sinais de que a sua TI está pronta para escalar a IA com governança

Nem toda operação está no mesmo estágio. Alguns sinais indicam que a automação de processos de TI já pode avançar para a escala agêntica com segurança:

  1. A área tem um inventário claro de quais agentes e automações estão em operação na empresa, e quem é responsável por cada um;
  2. Os sistemas de registro (ERP, CRM, HCM) já estão mapeados e podem ser conectados por API ou iPaaS, sem projeto de troca;
  3. Existe um caminho governado e rápido para as áreas criarem automações, o que reduz o incentivo à Shadow AI;
  4. Cada processo crítico tem regra aplicada, trilha de auditoria e um ponto de validação humana definido;
  5. A liderança consegue medir o resultado das automações com dados, não com percepção.

Quanto mais desses sinais a operação reúne, menor o risco de escalar. Para aprofundar os critérios técnicos que separam o piloto da produção, vale a leitura sobre uma plataforma de orquestração com IA.

O próximo estágio da sua operação de TI começa aqui

Até aqui, a conclusão é direta: usar IA deixou de ser um diferencial competitivo. O que diferencia é orquestrá-la de ponta a ponta, com Agentes de IA operando sob governança e gerando resultados que a liderança consegue medir.

Para ver o quadro completo, confira o relatório exclusivo da Pipefy — Da adoção de IA à orquestração agêntica: o novo estágio da Inteligência Artificial nas empresas brasileiras —, construído com dados proprietários da pesquisa conduzida pela Pipefy com a sua base de clientes, somados a dados e discussões de mercado.

No material, você confere:

  • Por que usar IA deixou de diferenciar as empresas, e o que diferencia agora;
  • A lacuna de visibilidade: o que a liderança não enxerga e, por isso, não consegue governar;
  • Onde a IA já entrega valor: a prioridade dos processos de back-office;
  • Autonomia supervisionada: as condições que o mercado definiu para humanos e Agentes de IA;
  • Da automação isolada à operação orquestrada em escala, e o papel da orquestração.
[Pipefy AI Research] Da adoção de IA à orquestração agêntica: o novo estágio da Inteligência Artificial nas empresas brasileiras
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